Em recente pesquisa encomendada pela McAfee Brasil descobriu-se que os pais alegam falta de tempo e de disposição para acompanhar a vida digital de seus filhos

São Paulo, 27 de março de 2014 A McAfee, empresa líder em segurança da informação, apresenta os resultados da pesquisa intitulada “Os riscos na vida digital: filhos superconectados x pais ausentes”, a qual foi conduzida pela empresa Ábaco Pesquisa de Marketing. O resultado que mais chama a atenção nesta pesquisa foi o elevado porcentual de 75% de pais respondentes que alegaram “falta de tempo para acompanhar as atividades online de seus filhos”.

Esta pesquisa é quantitativa e foi realizada na forma online com uma amostragem de 821 entrevistas — 415 crianças, adolescentes e jovens de 10 até 23 anos e 406 pais de 28 até 65 anos, no período de 26 de outubro de 2013 a 17 de novembro de 2013.  O principal objetivo da pesquisa foi identificar os motivos que levam os pais a apresentarem certo descuido em relação ao acompanhamento e orientação do comportamento, bem como das atitudes dos filhos em suas vidas digitais.

A McAfee acompanha constantemente os consumidores a fim de assegurar-lhes o melhor proveito da Internet sem que corram sérios riscos de roubo de identidade, fraudes eletrônicas, ciberbullying e de outras ameaças no ambiente digital, uma vez que suas vidas online estão mais interligadas à vida real. Essa preocupação se acentua quando observamos os jovens cada vez mais conectados e alguns pais com dificuldades para orientá-los ou ausentes. Outro resultado da pesquisa, que também chama a atenção, é que 40% dos pais temem a tecnologia e 30% afirmam que seus filhos a conhecem e a dominam bem melhor que eles.

Por outro lado, a pesquisa apontou que os pais acreditam que o acesso à tecnologia é garantia para um futuro melhor para seus filhos, e por isso, sacrificam-se financeiramente para disponibilizar aos filhos melhores equipamentos para acelerar o processo de ascensão social. Entretanto, quando o assunto é segurança digital, há uma grande desconexão entre o que os pais pensam do comportamento dos filhos e como os filhos realmente agem. Os pais subestimam ou preferem não enfrentar os perigos que rondam a Internet. Pode-se ressaltar que 30% deles não sabem monitorar as atividades de seus filhos na Internet.

Outro destaque também fica por conta da falta de conhecimento dos pais a respeito dos sérios riscos em que seus filhos estão expostos. A pesquisa mostra que 41% dos jovens já se encontraram pessoalmente com alguém que conheceram na Internet. Em contrapartida, diversos pais responderam saber dos perigos que seus filhos correm se não forem cuidadosos com o uso da Internet; também afirmaram já terem pedido as senhas de e-mail (40%); e disseram ter controle dos dispositivos dos filhos (35%). Mas, isso ainda não é o bastante.

José Matias, diretor de suporte técnico da McAfee para América Latina, acredita que os pais devem se manter atentos às atividades online e às redes sociais das quais seus filhos participam e orientá-los sobre as palavras escolhidas, atitudes e os conteúdos que serão publicados periodicamente. “É muito importante que a vida digital da família esteja em sintonia e que os pais se interessem pela segurança online de seus filhos e imponham limites”, diz o executivo. “Uma dica importante é incentivar os jovens a adotarem uma postura e uma escrita apropriadas à Internet e evitarem o uso de palavras obscenas e insultos, mostrando a eles que isso não só reflete na educação, como também cria uma imagem negativa perante escolas e universidades”, diz Matias.

O executivo da McAfee ainda reitera que “é imprescindível orientá-los sobre a divulgação de dados pessoais como endereços, telefones, nome completo, onde estuda, entre outros”. E conclui dizendo que a orientação e o acompanhamento dos pais devem estar sempre associados a uma solução de segurança atualizada, que auxiliará na proteção online.

Os principais resultados da pesquisa foram:

Pais:

  • 75% dos pais reconheceram que não têm tempo para acompanhar as atividades online de seus filhos
  • 39% disseram monitorar os filhos com controles, mas os adolescentes, mais experientes em tecnologia, se aproveitam das limitações tecnológicas dos pais e sabem como evitar essa vigilância
  • 61% dos pais não acreditam que os filhos poderão ter problemas graves pelo uso da Internet
  • 30% deles disseram que o filho conhece mais de tecnologia que eles e, por isso, que não têm como acompanhá-los quando conectados
  • 37% temem a tecnologia
  • 6 em cada 10 pais acreditam saber tudo o que os filhos fazem na Internet
  • 77% dos pais disseram que a Internet é tão perigosa quanto a vida real
  • 79% dos pais creem que orientam os filhos sobre como agir em situações de ciberbullying, porém 39% dos jovens afirmaram que não saberiam o que fazer nesses casos
  • 54% dos pais sabem que os filhos agem para esconder o que fazem na Internet e apenas 12% agem para monitorarem suas ações

Filhos:

  • 96% dos jovens usam a Internet para se comunicar em redes sociais e envio de mensagens aos amigos
  • 60% dos filhos admitiram que fazem “coisas às escondidas” na Internet
  • A maioria dos filhos permanece de duas a três horas/dia da semana conectados e mais cinco horas nos finais de semana
  • 41% dos jovens e adolescentes:

já marcaram encontro pela rede social com desconhecidos (e 18% relataram experiência negativa)

saíram de um bate papo aberto para conversa particular (e 23% relataram experiência negativa)

  • 15% disseram já terem sido vítimas de algum comportamento maldoso ou cruel pela Internet
  • 40% conviveram com apelidos maldosos/desagradáveis
  • 20% tiveram sérios problemas na escola (5% disseram que tiveram medo de ir à escola)
  • 64% já apagaram o histórico de conversas mais comprometedoras
  • 55% consideram que os pais não precisam saber de tudo o que eles fazem nas redes sociais
  • 42% nunca dizem aos pais o que fazem pela Internet
  • 41% já visitaram sites que os pais não aprovariam
  • 40% sabem como esconder o que fazem pela Internet
  • 33% mudariam o comportamento, caso os pais estivessem observando
  • 8 em cada 10 filhos buscaram respostas de provas ou de trabalhos escolares na Internet (64% dos pais sabem disso e, aparentemente, não veem a situação como problema)
  • ¼ dos filhos colou na prova usando o celular e 15% colaram na prova usando alguma técnica que descobriram na Internet

Dicas para Pais de acordo com faixa etária dos filhos*:

Até 5 anos

  • Antes de oferecer um aplicativo, conheça-o para ter noção de que se trata (objetivos, intensidade do aplicativo, se evoca ansiedade na criança etc)
  • Ofereça aplicativos que estejam de acordo com a faixa etária estabelecida pelo fabricante
  • Limite um período de uso (preferencialmente, sempre que algum adulto estiver supervisionando)
  • Não faça do aplicativo um “prêmio” para os bons comportamentos, ou seja, caso “você se porte bem ou seja bonzinho, papai/mamãe deixará você usar o computador”

6 aos 10 anos

  • Participe, vez ou outra, dos jogos que seu filho utiliza no computador ou celular
  • Embora a tecnologia já esteja mais presente, pois todos a utilizam hoje em dia, não presentei seu filho com um tablet ou celular (a não ser que seja absolutamente necessário)
  • Estabeleça horários de uso no meio da semana (com supervisão) e evite que seja utilizado por longos períodos nos finais de semana (ou seja, intercale com brincadeiras e brinquedos reais)

11 aos 15 anos

  • Explique a respeito dos riscos do uso excessivo (não apenas dos riscos legais, mas dos riscos psicológicos)
  • Quando se deparar com algo que lhe desagrada enquanto pai/mãe, não brigue ou grite, mas “converse” de maneira sensata e tranquila
  • Permita que seu filho tenha certa intimidade na rede, mas se for possível, às vezes, visite o perfil dele através de sua conta e veja o que ele “curte” (isso vai lhe dar uma ideia de sua vida digital)
  • Estabeleça uma relação de abertura e confiança – a exemplo de como já deve ocorrer em outros âmbitos familiares

16 anos em diante

  • Converse de maneira franca e aberta a respeito de suas preocupações ou das precauções que os filhos devem ter
  • Oriente a respeito dos desdobramentos que uma vida digital pode trazer à vida real deles (biografia digital, por exemplo)
  • Sempre que perceber que o uso está abusivo, oriente e dê igualmente o exemplo. Os mais jovens sempre copiam os mais velhos, ou seja, torne-se um bom modelo a ser seguido

Professor/Doutor Cristiano Nabuco de Abreu, psiquiatra-chefe do Grupo de Dependências Tecnológicas do Programa Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e colunista do UOL.

Dicas e soluções

A McAfee possui, em seu portfólio, diversas soluções que têm alto nível de eficiência para o controle dos pais, bloqueio de sites inadequados, definição de limites de tempo para o uso da Internet e com geração de relatórios detalhados sobre o quê o filho está fazendo online. Com isso, a McAfee tem como objetivo apoiar os pais em sua missão de favorecer o contato dos filhos com a web e minimizar as sensações de insegurança e riscos que rondam na Internet.

Visite o Centro de Informações de Segurança no site da McAfee e veja os guias eletrônicos e demais conteúdos e dicas para a família: http://home.mcafee.com/advicecenter/?id=ad_fis

Sobre McAfee:

A McAfee, uma subsidiária pertencente à Intel Corporation (NASDAQ:INTC), permite às empresas privadas, ao setor público e aos usuários domésticos aproveitarem com segurança os benefícios da Internet. A empresa oferece soluções e serviços de segurança proativos e comprovados para sistemas, redes e dispositivos móveis em todo o mundo. Com sua estratégia Security Connected, uma inovadora abordagem de segurança aprimorada por hardware, e a exclusiva rede Global Threat Intelligence, a McAfee dedica-se ininterruptamente a manter seus clientes em segurança. http://www.mcafee.com/br

NOTA: McAfee é marca comercial, registrada ou não, da McAfee, Inc. nos Estados Unidos e em outros países. Outros nomes e marcas podem ser reivindicados como propriedade de terceiros.